Departamento de Informática em Saúde
EPM-UNIFESP

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Tecnologias da Informação e Comunicação na Saúde, no Ensino e em Telessaúde

A área do conhecimento conhecida como Informática em Saúde (IS) ou Informática Biomédica, nasceu na década de 60 na Europa. Mas desde 1950, encontramos na literatura científica, publicações com palavras-chave como computação médica, ciência da computação médica, processamento de informação médica, tecnologia em computação médica. Em 1974, por ocasião da realização do 1o. Congresso Mundial de Informática Medica (MedInfo), registrou-se a utilização do termo Informática (informação automática) Médica, que contemplava a noção de dados, informações e controle, automação e processamento de dados (Anderson, 1974). Donald Lindeberg, diretor da National Library of Medicine nos Estados Unidos em 1987, ressalta que: “Informática médica tenta fornecer a base de teórica e científica para a aplicação dos computadores e sistemas de informação automatizados na biomedicina e assuntos relacionados à saúde; Estuda informação biomédica, dados e conhecimento – armazenamento, recuperação e uso otimizado para problemas e auxiliar na tomada de decisão; Diz respeito a todos os campos básicos e aplicados na ciência biomédica, estando intimamente ligada a moderna tecnologia da informação, computação e comunicação.”

Marion Ball, em 1984, define a área como responsável pelo “uso da tecnologia da informação no processo de tomada de decisão para o cuidado de pacientes, feito por profissionais de saúde.” Em 1990, Salah Mandil, diretor da área na Organização Mundial de Saúde, usa como no Brasil, o termo Informática em Saúde e define a área como responsável pelo “o uso da tecnologia da informação (hardware e software) com conceitos sobre o gerenciamento da informação e métodos para apoiar o atendimento à saúde”.

Edward Shortliffe, um dos pioneiros na área, publica em 2006 a terceira  edição do livro-texto, que é considerado como uma das principais referência da área, atualmente intitulado: Biomedical Informatics - computer application in health care and biomedicine, e traz a definição de IS como “o campo científico que lida com dado, informação e conhecimento biomédico, com o respectivo armazenamento, a recuperação e a otimização do uso para solução de problemas e tomada de decisão. O campo de estudo possui ampla variedade de aspectos relacionados com o gerenciamento e o uso da informação biomédica, incluindo a computação biomédica e o estudo da natureza da informação em saúde. O nome tenta esclarecer que o domínio engloba tanto a informática biomolecular e biológica como informática clínica, de imagem e de sistemas de saúde pública”.

Assim, a Informática em Saúde (IS), como disciplina acadêmica e área de pesquisa científica e desenvolvimento tecnológico, possui especificidades que tocam diferentes áreas do conhecimento, a saber: as ciências da saúde e as ciências da informática ou computação. A IS opera na área da saúde, produzindo conhecimento - principalmente na forma de inovações tecnológicas, tendo a computação ou a informática como subsídio essencial. Trata-se da aplicação de metodologias, tecnologias e teorias às particularidades do setor saúde, entendido aqui não só como área de pesquisa científica em saúde, mas também como área de desenvolvimento tecnológico para serviços de saúde.

Avaliação Tecnológica, Econômica e de Gestão de Sistemas, Serviços e Programas em Saúde

Esta linha de pesquisa busca auxiliar o processo de tomada de decisão e a formulação de políticas públicas de saúde ao fornecer aos gestores informação confiável e imparcial sobre tecnologias em saúde, tais como medicamentos, aparelhos, processos e procedimentos médicos. Examinando sistematicamente a evidência disponível, esta linha de investigação procura responder as seguintes perguntas: A tecnologia funciona? A que custo? Como ela se compara às alternativas disponíveis? Quando necessário a ATES pode também abordar questões éticas, legais e sociais. Origina projetos cujo objetivo é revisar de maneira sistemática a evidência existente e fornecer avaliações de efetividade, econômicas e do impacto da incorporação e uso de novas tecnologias na saúde dos pacientes e nos Sistema de Saúde como um todo.

Ainda, esta linha de pesquisa busca a compreensão dos desafios atuais na avaliação e gestão de Sistemas, Serviços e Programas de Saúde. Considera projetos de pesquisa que discutam temas como financiamento, desenvolvimento e gerenciamento de recursos humanos, gerenciamento de sistemas de informação, implantação dos sistemas de auditoria e controle, mudança dos modelos de atenção à saúde e inovações gerenciais, com o objetivo de oferecer propostas de intervenção e melhorar a saúde da população e do sistema de serviços de saúde. A avaliação de qualidade de vida relacionada à saúde (QVRS) aparece como uma ferramenta para medir desfechos a partir do ponto de vista dos pacientes, incorporando as funções; social, psicológica, fisiológica e física. A avaliação da QVRS tem sido cada vez mais utilizada, principalmente depois que suas propriedades de medida foram comprovadas como um parâmetro válido e reprodutível. Ela tem orientado nos últimos anos decisões dos profissionais da saúde e pacientes quanto à escolha de determinados tratamentos.

Biomateriais e Materiais Biocompatíveis

Estudo envolvendo o desenvolvimento de materiais, além da modificação de propriedades de tecidos objetivando o tratamento de patologias. Estes processos são acompanhados pela caracterização das propriedades dos biomateriais, após sua síntese ou modificação. Propriedades mecânicas, térmicas, bioquímicas e físicas podem ser monitoradas através de diferentes técnicas dependendo do material.

Física Médica

Estudos, em escala microscópica, de processos de deposição de energia em nível celular e os efeitos biológicos causados pela radiação ionizante; em escala macroscópica, dos processos de quantificação de energia em aplicações médicas das radiações ionizantes e o desenvolvimento de novas grandezas dosimétricas. Interpretação da imagem e a avaliação da detectabilidade de estruturas de interesse através de técnicas de CAD a fim de proporcionar reconhecimento automático de padrões anatomopatológicos.

Modelagem de Sistemas Biológicos

Estudos teóricos envolvendo físicos e matemáticos aplicados a sistemas biológicos. Modelagem de sistemas fora do equilíbrio com o uso de equações diferenciais não-lineares e métodos estatísticos de Monte Carlo. Simulação do crescimento de células tumorais.

Modelos matemáticos de redes de genes e estudo da informação de caráter genético associada a variação temporal dos níveis de expressão transcricional. Técnica moderna de análise estatística aplicadas ao estudo de correlações entre níveis de expressão de redes gênicas. Novas ferramentas computacionais para descrever a interação vírus-hospedeiro e compreensão sistêmica das infecções virais.